Depois do intercâmbio: “estou sentindo uma necessidade de seguir caminhos que me mostrem o mundo”

*Por Beatriz Fernandes

É um misto muito grande de sentimentos, muita gratidão por viver esse sonho, acho que está me agregando bastante. Sinto uma saudade dos laços que criei lá que chega a doer o peito. A parte chata é que eu não esperava que ia ser tão difícil voltar, eu saí de lá só porque eu tinha que sair mesmo. Havaí é 100% a vibe da minha vida e eu amei TANTO! Como meus amigos falaram "se tá doendo é porque valeu a pena" e valeu muito mesmo, dos exatos 37 dias que passei lá, eu estava feliz em todos os 37, realizada, me sentindo incrível.


Não tenho palavras para descrever, se um dia fui triste, lá eu não lembrei disso. Ainda estou sentindo o impacto de ter dado tchau, está bem mais difícil do que imaginei para ser honesta, mas tudo bem! A parte boa do impacto que a gente sente é que dá muita força. Acredito que voltei muito focada a seguir caminhos que me abram possibilidades como essa novamente. E a vontade de aprender novos idiomas? Eu não sei nem por onde começo. Eu só sei que PRECISO de uma vida que me possibilite viajar, conhecer, explorar! Deus me livre voltar a ficar preso no pensamento que a gente nasceu pobre e por isso está para sempre limitado.


Na Escola

Um dos pontos que mais gostei na IIE Hawaii foi que eu sempre era forçada a exercitar meu inglês lá na escola, não podia falar em português, mas não era só isso. Não era só chegar na escola e sentar lá e esperar o professor dar as aulas, todos os dias tinha alguma dinâmica como: jogos e discussões sobre os tópicos das aulas, então, por exemplo, se você não sabe vocabulários, é naquele momento que você aprenderá. Era perfeito, tinha todos os conteúdos de uma aula de inglês normal, mas de uma forma mais didática e interativa. Tínhamos que exercitar bastante a fala e tinha alunos de diferentes lugares do mundo. Gostei bastante da dinâmica da escola.


Beatriz Pós-Intercâmbio

Faz tempo que eu estava vivendo pensando nesse intercâmbio porque já estava perdendo a fé nas coisas ao meu redor e todo mundo falava que ia ser bom, que nos muda, etc. E eu pensava “aí ok, vamos ver né”, apesar de sempre ter amado a ideia desse destino, eu estava em um período bem desanimado.


A Bea antes do intercâmbio lutou muito, mas sem acreditar demais para caso não rolasse a decepção não fosse muito grande. Sempre pensei: aí quero conhecer o mundo, mas se não der suave, pobre assim mesmo. Agora estou sentindo uma necessidade tão grande de seguir caminhos que me mostrem o mundo, não sei explicar perfeitamente, mas cria uma vontade muito grande na gente. É algo como “se forma logo, mas faz tudo bem-feito” pesquisar mais sobre oportunidades fora da minha bolha. Sei lá, é meio doido, eu acho que estava bem desanimada com a vida e agora estou cheia de vontade e quero trabalhar para manter isso, dá uma agonia de querer viver tudo o que a gente puder e mais um pouco.


Para Futuros Intercambistas

Faça absolutamente TUDO o que você puder durante o intercâmbio e saia com a paz no coração que você viveu tudo o que sonhou. Claro que responsabilidade é necessária, ainda mais estando só em outro país, mas não fique travado(a). FALE INGLÊEEEES, se esforce, se force, evite brasileiros, evite português! É um momento único, deixa teu cérebro aproveitar!



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